TRIBUTO AO MESTRE GESÁRIO

Mas que devem sua vida
Sua alma na altura que mandar
São os olhos, são as asas
Cabelos de Avôhai...

O que posso dizer sobre este monstro homem? Quando o conheci por volta de 2006, estava cursando o ensino médio no colégio Evolutivo (Regina Justa) e ele ensinava Matemática 1. Foi talvez uma das aulas que mais ri. O velhinho sabia explicar fatores como ninguém e quando precisava ser ignorante ele soltava seu palavreado “Seu corno” “Você merece uma pimbada de boi”. Ele amava o FHC, Xuxa, BBB e ouvir os arrastos das cadeiras. Segundo Wagner Rocha o Gessauro Bizerrex já foi co-piloto dos 14 biz e namorou a Dercy Gonçalves. O velhinho Gesário interferia a aula de geografia do Wagner e dizia bem alto “caducooo”.

E assim foi a vida deste homem que nos ensinou valores para vida. Este grande ser humano fazia tudo como muito amor. Hoje a educação brasileira perde um grande professor! A matemática, a UFC e o colégio Evolutivo não serão mais os mesmos.

“Ó méninos, crianças, menos quatro menos seixs...é igual a menos deixs”

Linda canção de Zé Ramalho que traduz no momento que o Gesário significa para mim. Avôhai é uma coisa muito mística também, representa a continuidade da espécie, ou seja, passar a sabedoria de uma geração para a outra...

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MEU RELATO SOBRE A COFAC

NOTA: Acho que deveria compartilhar com todos essa minha experiência com a Aprendizagem Cooperativa (COFAC). Quem se interessar leia, pois o texto só é longo, mas escrevi fielmente como aconteceu...

Era uma vez...


Capítulo I: O Início

O primeiro contato que tive com a COFAC foi por meio de um pequeno panfleto que me foi dato por Suiany Teresa na matrícula dos alunos de letras no período de 2011.1. A partir daí, este singelo panfleto deu uma sacudida na minha vida, que até então estava numa rotina mórbida. Inscrevi-me e participei da seleção em janeiro deste mesmo ano de 2011. Ali foi minha primeira experiência com Aprendizagem Cooperativa. Esta foi a seleção mais diferente de todas que já participei, pois nela me senti à-vontade para expor meus pensamentos, meus talentos e conhecer muitas histórias de vida. Logo de início, tive a oportunidade de conhecer pessoas dos mais diversos cursos da UFC. Aprendi a planejar e organizar um projeto. Ainda por cima, adquiri várias virtudes com essa metodologia de aprendizagem cooperativa. Por ironia do destino, só conheci melhor o projeto oriundo da minha terra – PRECE – depois que entrei na universidade. Tudo que vivi nesta semana foi de suma importância, pois com certeza mudou minha vida completamente e ela tomou um rumo muito diferente. Logo depois da seleção fui selecionando como bolsista e foi uma felicidade muito grande, pois já tinha decido que mesmo que não passasse iria trabalhar na bolsa como voluntário.


Capítulo II: A formação Vou de Táxi

Logo depois de ingresso na bolsa, começou a formação que foi uma etapa muito gratificante, pois lá compartilhei minhas agonias, minhas dores e minhas conquistas enquanto articulador. Nosso grupo adquiriu uma coesão incrível, apesar de sermos de cursos tão distintos. Conheci pessoas maravilhosas que eu não poderia deixar de conhecer nesta vida. Na verdade formamos uma família, na qual nossa facilitadora era uma mãe. A Angélica foi uma das pessoas mais extraordinárias que conheci. Ela tinha uma desenvoltura incrível nas formações. Nossos encontros na sexta-feira eram inesquecíveis. Sentíamos à-vontade pra compartilhar todo tipo de assunto. Estendemos nossos encontros até a internet. Daí nós criamos vínculos que nos tornam tão próximos. As oficinas me ajudou a trabalhar com a metodologia da Aprendizagem Cooperativa na minha célula, desde dinâmicas até as técnicas de feedback, gerenciamento de conflitos, distribuição de tarefas etc. Um fator interessante da nossa formação foi a criação da nossa identidade. Nós criamos uma marca que é o Vou de Táxi fazendo referência a música da Angélica.


Capítulo III: A Célula

Meu grande desafio sem dúvida foi colocar em prática meu projeto. Divulguei minha célula oralmente, virtualmente e através de um pequeno banner. Com muitas dificuldades consegui formar minha célula que oscilou muito quanto aos participantes. Conheci quem eram de fato os meus amigos de verdade. Apesar de não ser uma célula voltada pra disciplina, consegui construir um grupo estudo que deu resultados. Tive também sorte de trabalhar com os dois companheiros de células, pois ele já tinha participado de células anteriores e já conheciam a metodologia da Aprendizagem Cooperativa.


Capítulo IV: A interação

Ao meio de todos os deveres da bolsa e do meu curso também tinha uma parte muito interessante. A interação foi uma das coisas mais agradáveis que havia na minha semana. As atividades de interações presenciais eu sempre participava com a Sergiana, sala 5, bloco didático do curso de Letras. Lá conheci muitas pessoas e brincamos também pra descontrair. Gostava também de participar das interações virtuais; principalmente do jogo STOP, pois lembrava muito uma brincadeira antiga, adedônia.


Capítulo V: As Reuniões Gerais

Outro fator muito interessante da bolsa era a reunião de todos os bolsistas ao início da cada mês. A chamada Reunião Geral matinha todos alertas. Lá nós tínhamos os retornos de informações de todas as comissões. Tínhamos os reconhecimentos dos aniversariantes do mês e as extraordinárias apresentações da comissão de Cultura e Arte. Era lá também que tínhamos informações técnicas do andamento da bolsa. Apesar de primeira Reunião Geral não ter ocorrido, conheci cinco grandes pessoas no mesmo dia.


Capítulo VI: A Semana de Aprendizagem Cooperativa ( O bagaço da Laranja)

Ao final do semestre ocorreu a Semana de Aprendizagem Cooperativa em que deu uma nova sinergia para bolsa. Aos dividir o auditório por cores foi possível uma melhor dinâmicas entre os bolsistas; fiquei na equipe cor Laranja, mais conhecida como o bagaço. A gincana foi muito boa, pude conhecer novas pessoas, participei de várias atividades interessantes. Durante a semana conheci a história de Rosier Alexandre que de fato me encorajou a realizar meus projetos pessoais. Além disso, durante a semana foi onde pude expressar meus talentos; declamei um poema de Fernando Pessoa caracterizado como Álvaro de Campos. Em meios as atividades da semana, devido à ausência de nossa facilitadora, comentei um pouco sobre nossa formação para o auditório e expus minha experiência como articulador na minha formação.


Capítulo Extra: A Viagem

Antes da semana de aprendizagem me candidatei para viagem a Quiterianópolis-Parambu. Talvez essa seja a maior experiência que tive de convivência com Aprendizagem Cooperativa. É muito complicado relatar sobre a viagem, pois é difícil encontrar palavras que denomine o que vivemos. Entretanto, encontramos lá a palavra que sustentam nossas vidas: esperança. Desse modo, falamos, ouvimos e sentimos a realidade dessas duas escolas. Sem dúvida nossos relatos, nossa presença, nossa amizade mudarão muitas vidas nestas duas cidades.


Em síntese, o que tenho a dizer sobre a minha estada na Aprendizagem Cooperativa? Após todos esses meses que passaram, após toda convivência com a célula, a formação, a viagem a Quiterianópolis/Parambu e a bolsa em geral: “Tudo vale a pena, se a alma não é pequena”. Sem sombras de dúvidas encontrei várias respostas e hoje posso dizer que a COFAC contribui para meu crescimento enquanto Ser Humano e que todos os bolsistas ajudam a construir esse grande sonho: Aprendizagem Cooperativa.


Continua no próximo semestre...


Agradeço ao Professor Manoel Andrade por confiar e apostar no ser humano.



Pra finalizar com chave de ouro, assistamo vídeo a seguir...



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PARA APRECIAR...À Palo Seco


#queropararmasnaoconsigo

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ENTREVISTA COM PROFESSOR AMÉRICO

O grande professor de Semiótica do Curso de Letras – José Wilker Américo. Vale a pena conferir esta entrevista que dialoga sobre Semiótica, Literatura, Música, Belchior e Américo...


Dedicado a Sabino Neto

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NOTA do EDITOR

Desculpas!

Folheiros do meu bosque querido, estou aqui pra dá minhas devidas explicações pela ausência no Folha do Bosque. Decidi passar o mês de julho descansando e resolvendo projetos pessoais, por isso fiquei distante do blog. Aos passar do semestre acho que nosso comprometimento com o curso aumenta. E como todos sabem sou bolsista da COFAC e por lá são infinitos deveres então fica meio difícil sobrar tempo pra escrever pro blog. Neste semestre deverá entrar umas pessoinhas por aqui pra escrever pra vós. Vou lançar um edital público para o cargo de Folhador com salário base de um casal de gia, um pinico furado e meio saco de goma. Quem estiver com vontade de escrever nesta jonça pode me comunicar que trataremos sobre o assunto. Deixar recado no SAC do facebook.


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